“Fazer grau”

O jovem advogado, recém-formado, montou um luxuoso escritório num prédio de alto padrão na Avenida Paulista e botou na porta uma placa dourada:

“Dr. Antônio Sampaio Soares Júnior”
Especialista em Direito Tributário

No primeiro dia de trabalho, chegou bem cedo, vestindo o seu melhor terno, sentou-se atrás de sua escrivaninha, e ficou aguardando o primeiro cliente.

Meia hora depois batem à porta. Ele, sorridente, pede para a pessoa entrar e sentar-se.

Rapidamente, apanha o telefone do gancho e, para ‘fazer grau’, começa a simular uma conversa:
– Mas é claro, Sr. Mendonça, pode ficar tranquilo! Esta causa está ganha. Liquidamos com os nossos argumentos! O juiz já deu parecer favorável!… Sei, sei… Como? Ah, os meus honorários? Não se preocupe!
O senhor pode pagar os outros 50 mil na semana que vem!… É claro!… O que é isso, sem problemas!… O senhor me dá licença agora que eu tenho um outro cliente aguardando…
Obrigado… Um abraço!

Bate o fone no gancho com força e diz olhando com olhos prepotentes:
– Muito bem. E o que o senhor deseja?

– “Eu vim instalar a linha do telefone”, disse o humilde senhor.

Uma ideia sobre ““Fazer grau”

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