Arquivo Mensal de dezembro/2011

2012: experimente a “Roda da vida”


(*) Mhanoel Mendes

Diz o calendário gregoriano que dia 31 de dezembro finaliza mais um ano, o ano de número 2011 desde a sua implantação. Este mesmo calendário aponta o dia primeiro de janeiro como o início do ano seguinte.
Pra muita gente, e eu me incluo nesse rol de pessoas, estas são apenas datas socialmente convencionadas. Já para outras pessoas, no fim de ano há uma magia contagiante, uma energia diferente a ponto de participarem desta catarse coletiva. Tudo certo!
Independentemente do tipo de pessoa que você é, é sempre prudente termos um momento em nossas existências onde possamos avaliar o passado, ponderar o presente e projetar o futuro. Talvez aqui, no final de cada ano (final?), possamos usar um pouco do nosso tempo para refletir sobre nossa existência.
Na psicologia, aprendemos uma técnica muito simples e eficaz que agora passo a você, que é a da “roda da vida”. De acordo com ela, fazemos um ponto numa folha em branco, e depois, marcamos mais 10 círculos a partir deste ponto de modo que o primeiro ficará bem menor em relação ao décimo. Depois disso, fazemos uma cruz neste círculo, dividindo-o em quatro e depois em oito. Assim, teremos 10 fatias e oito espaços; uma grande pizza com 8 pedaços iguais.
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O lado feio dos fogos de artifício


RIO – O réveillon ambientalmente correto que a prefeitura quer promover em Copacabana para celebrar a realização em 2012 da Conferência de Meio Ambiente Rio+20 ganhou a sua primeira polêmica. A fogueteira Vivian Pires, responsável pelo show pirotécnico, planejou a queima de fogos de modo a iniciá-la com uma cascata de fogos verdes. Mas os fogos esverdeados – menção ao evento marcado para junho – não poderiam ser mais ecologicamente incorretos. O material que confere o tom esverdeado é o nitrato de bário, considerado por especialistas como o mais poluente entre todos os produtos químicos para colorir fogos.

O nitrato de bário é um produto usado no mundo todo em shows pirotécnicos. Trata-se da única substância barata disponível no mercado internacional em larga escala para conferir o tom esverdeado. A substância já foi usado antes, inclusive no réveillon do Rio, sem problemas. Mas o que chama a atenção desta vez é que “o efeito verde” festejará um evento ambiental internacional.

Os químicos George Steinhauser (austríaco) e Thomas M. Klapötke (alemão), em edição recente da revista germânica especializada “Angewandte Chemie” (“Química Aplicada”, em português), explicam o problema: “Fogos de artifício, apesar de serem instrumentos espetaculares de entretenimento, são poluentes. Muitas substâncias tóxicas chegam ao meio ambiente quando há detonação de fogos (….). De todas as substâncias, o nitrato de bário que produz o efeito químico esverdeado é a mais suja de todas as bombas”.

Fonte: Yahoo ( http://br.noticias.yahoo.com/nem-%C3%A9-verde-r%C3%A9veillon-ecol%C3%B3gico-rio-013950258.html)

TomatOikos


Esta terça-feira a noite tivemos um prato espcial aqui no Oikos, sopa de tomate apannhados diretamente do pé pela Dê e pela Bibi. Lindos, vermelhos e cheios de vida. Era assim como víamos, tanto que resolvemos bater uma foto antes do preparo da gostosa sopa.
Aceita uma sopinha de tomate cheio de vida? Então, apareça…

UM ÁRVORE DE SILÊNCIOS…


Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.
Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.
Quero um Natal sem Papai Noel. Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam…Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única.
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“De Wotmeyer” no Jornal da Manhã

Leia, abaixo, a matéria que foi publicada no caderno de Variedades do Jornal da Manhã deste dia 20 de dezembro sobre a participação da facilitadora de yoga do Oikos, De Wotmeyer, no primeiro curso de formação de Yoga Dance no Brasil.

Corrente pelo Oikos: quase 400 livros vendidos e consignados, confira!

Salve salve, que alegria! Na semana do natal, já achegamos perto dos 400 livros “Compostela – Muito além do Caminho de Santiago” entre vendidos e consignados. Os que mais compraram foram Credisol (80 exemplares e Hidramaco (30 exemplares).
Quer saber quem adquiriu e onde os livros estão consignados? Acesse o link a seguir: http://www.oikos.org.br/2011/11/ranking-dos-contribuintes/

Algumas fotos do curso de yoga dance

Veja abaixo, algumas fotos do curso de Yoga dance que a De Wotmeyer, do Oikos, fez de 5 a 18 de dezembro na Montanha Encantada, em Garopaba, facilitado pela professora Fernanda Cunha.


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Fim de ano. Fim?

(*) MHANOEL MENDES


O melhor réveillon nesta minha existência de quase 48 anos – completo agora no Natal – foi quando passei numa caverna em baixo da terra denominada “Lar de Meditação”, construída no Oikos, em Criciúma. Estava em solitude, não sozinho.

Dia 31/12. Eram oito da noite quando me recolhi pra dentro do espaço que ficava a quase dois metros de profundidade e que sua abóboda era suportada por uma simples construção em ferrocimento. Acima desta, terra, grama e mato.

Além da porta, que se abria para o norte, tinham três pequenas janelas que davam para os outros três quadrantes: sul, leste e oeste. Aproveitei estes quatro pontos referenciais e, a cada hora, acendia uma vela como se iluminassem os arquétipos das quatro direções: direção norte, elemento ar, e o arquétipo é do guerreiro; sul: curador, terra; leste: fogo, visionário; oeste: água, mestre.

Estava num local simples, sem bebedeiras, sem comilanças, sem fogos de artifício – só uma pequena fogueira – e ostentações. Sem egoísmo, sem status, estava comigo. Chorei, cantei, meditei, orei, refleti.

Depois de uma noite terna e intensa, adormeço ali e durmo um sono leve e libertador. Acordo com uma alegria indizível, comparada a da criança que dorme pela primeira vez na casa da árvore.

No outro dia, ainda antes do sol do novo ano “dar as caras” olho silenciosamente para os pássaros que cantam, para as flores que já exalam seus doces perfumes, para as árvores com suas folhas orvalhadas, enfim, olho pra natureza. De tudo aquilo, não recebi nenhum “feliz ano novo!”

Percebi que para as árvores, não existe fim de ano. Para os pássaros, não há recomeço. Para a flores não se aplica o arrependimento. É tudo uma jornada só de ida neste plano dual com infinitas possibilidades.

Feliz ano novo! Novo? Talvez feliz tudo pra você sempre, independentemente do mês e do dia do ano. Afinal de conta, a felicidade não é um lugar, a felicidade é o caminho.

(*) Mhanoel Mendes, psicólogo, consultor nas áreas de ecossustentabilidade e promoção de gente, escritor e palestrante (www.oikos.org.br)