Oikos na ótica de uma estudante de psicologia com deficiência visual


Daniela C. Oliveira é a segunda estudante de pé, da esquerda para a direita

Oikos, Doce Oikos: Um encontro com a beleza que não se vê

Por:
Daniela C. Oliveira
(danyolivie@gmail.com)

Há momentos para os quais não estamos preparados. A situações que, por mais que sejamos instigados a respeito, não somos capazes de mensurar o impacto que causarão em nós. Eu não estava preparada para o Oikos. Não agora. Na verdade, não sei se algum de nós estava, mas a mim importa estar por inteiro onde quer que esteja. E estar por inteiro no Oikos é deveras desafiador.

Eu, tão cética quanto racional e, descobri no dia de ontem, tão absorta pelas facilidades cotidianas, fui tomada, naquele lugar, por um misto de sentimentos bastante difíceis de descrever: a princípio era desconfiança: “qual o objetivo de estarmos nesse lugar”? Depois passou a ser incredulidade: “pode-se mesmo viver de forma tão absurdamente simples”? Por fim, transformou-se em curiosidade: “ok, mostre-me mais sobre isso”!
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